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Não fiz meu primeiro milhão aos 30. Aos 40, o que tenho é sede de autoconhecimento. Não buscado em cursos, retiros ou tradições filosóficas – mas na escuta interna. Na paciência de confiar na vida e na construção do quebra-cabeça diário de cada acontecimento ou de cada espera.

Quando retomo a escrita, escuto a voz do meu pai perguntando se estou escrevendo. Ou lendo. E me dando a ordem afável de fazê-lo. Escuto outras vozes. Mas escuto, sobretudo, o meu próprio chamado.

Entendo aos poucos o lugar de algo que sempre fez sentido para mim e do qual procurei fugir até aqui. Ou por querer muito ou por abdicar de tudo – em nome de ver pronto mais um texto.

Hoje, surpreendente e suavemente, escrevo sem expectativas. Como espaço de cura e redenção. Entendo que meus olhos e ouvidos, sentidos e sentimentos encontram espelho e precisam se refletir na escrita. Isso me realiza.

A busca dessa realização diária, em cada 2.700 caracteres com espaço, me alimenta, me realiza, me enche de adrenalina e de contentamento.

E não quero muito além disso. Diariamente me renovar, me iluminar por dentro e,  seguir.

Assim, firmo o compromisso, ao meu pesar ou meu contentamento, de publicar 

Um por dia.

Sobre mim

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