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EXISTEM LEITORES

11.10.2019

Trinta por cento dos brasileiros nunca compraram um livro. O dado vem da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro.

 

Penso nos dados enquanto vivo algo muito intenso e forte. Um movimento, onda boa, que vai me cobrindo em meio a tantos compromissos, tantos papeis a cumprir. Penso que nem tive tempo suficiente para entender. Ou talvez não seja necessário racionalizar sobre. Apenas abraçar. E agradecer. Porque é também em um grande e coletivo abraço que me sinto.  Um abraço apertado. Feito de palavras e papel. Também de intangíveis. Invisíveis laços. Imagens de palavras e papel.

 

Rompi a paralisia (feita de medo de procrastinação de apatia) que me colocava distante da publicação de um livro. Objetivo primeiro quando comecei a escrever no blog, mas que depois se perdeu porque escrever no blog já me preenchia e porque algumas tentativas não vingaram.

 

Aqui, eu agradeço às pessoas que entraram e não permaneceram nessa viagem. Editores e profissionais com os quais entrei em contato e com quem até dei início ao projeto. Respeito-os e admiro como respeito a vozinha que dizia que era algo para o qual deveria olhar. Pegar. Cheirar. Eu. Enfiar a cara e a coragem dentro. Não sei a razão da vozinha. Mas a razão dá-se a quem tem, diz a música. E a vozinha tinha razão.

 

Fazer isso foi como arrumar a casa para Marie Kondo. Foi me arrumando e,  ao mesmo tempo,  me rompendo internamente. Sinto-me lustrada nas veias. Coração limpo e desinfetado. Entranhas sem poeira. Gavetas sem excesso. Desapegada de dúvidas. Joguei água no chão do meu corpo. Lustrei meus quereres. Respiro o ar da limpeza e o cheiro bom de desafiar-se. Uma amiga mandou dizer que eu voltara a ser o que era. É possível. Mas também me sinto outra. Nova. Faxinas têm esses poderes.

 

Há duas semanas encarei a missão de fazer o livro. Sei que poderia ser melhor. Sei que deveria ter registro na Biblioteca Nacional e avalizado como cumpridor de normas técnicas. Mas o prazo era incompatível. Era o feito ou o perfeito. Era pegar ou largar.

 

Eu peguei. E um monte de gente pegou comigo. Resolvida a parte visual, era preciso imprimir a obra um tanto clandestina. Fiz um texto para começar uma pré-venda. Passei para uma amiga dar uma olhada. Ela me respondeu com um recibo do banco. O primeiro que recebi. Animada, fui compartilhando com amigos. Amigos foram compartilhando com amigos. O resultado é que vendi cerca de 120 livros nesse período.

 

Antes daqui sequer havia o livro. Havia a vontade. O desejo. O convite. Agora, há mais de 130 futuros leitores. Eles são e estão tornaram-se presenças. Eles são presentes. Eles não entram nas estatísticas da pesquisa.

 

 

 

 

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© 2017 por Waleska Barbosa. Orgulhosamente criado com Wix.com por Mauro Siqueira.

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