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FOME DE TUDO EM SÃO PAULO

19.08.2019

Não sei que reação me dá São Paulo. Uma fome de tudo ao mesmo tempo agora. Uma profusão de possibilidades. Exposições. Shows. Eventos. Lugares. Pessoas. Um medo de usar metrô – eu passo um tempão olhando os mapas, estudando o caso, faço perguntas, deixo passar vários, até decidir entrar. Se tiver bifurcação, piorou. Muitas vezes, tomo a direção errada. Esforços vãos de direcionar-me(nto). Então, da última vez, não usei o meio de transporte. Para poupar minha pele. E meus neurônios. Fui de aplicativo mesmo. Uso o 99. E isso começou já no aeroporto. Não no de São Paulo. Mas no de Campinas. Errei quando fui comprar a passagem. Na verdade, os sites de busca me fizeram pegadinha. Propus Congonhas. Enfiaram um Viracopos com preço ótimo – ida e volta. Tive uma demanda urgente no meio da compra. Era pegar ou largar. Eu peguei. Quando chegou a confirmação por e-mail vi lá VCP que não entendi até entender. Quis desfazer o negócio. Ia levar tempo e dinheiro. Topei chegar na cidade vizinha. Sem saber muito o que faria para alcançar o meu real e querido destino. São Paulo-capital. O detalhe que tornava tudo menos fácil era o horário de chegada. Em que não havia mais traslados. Nem de empresas áreas nem de empresas de linha. Então, chegando lá, não tão tarde, pouco antes das 22h, quase fui jogada ao alto por um vento frio forte cortante. O moço da carona de aplicativo já tinha declinado (ainda bem – a opção era um pouco amedrontadora), o Uber dava R$250, o hotel que confirmou vaga de última hora, R$ 216. E a meia garrafa de vinho, pela qual optei enquanto decidia o resto, R$ 47. Tomei uns goles. Comi uma focaccia. Achei que tudo combinava muito bem com aqueles poucos graus. Mas era preciso chegar em casa. De Renan. Meu irmão/hospedeiro. Olhei no 99. R$ 116. Eu rezei para deuses deusas e orixás que me enviassem um motorista do bem, interessado só em me entregar com vida ao meu destino final (no âmbito daquela ‘corrida’). E assim foi feito. Na paz. Outro dia, depois de encontrar minha irmã, sobrinha e amigos para o almoço, meu primeiro point foi o Hospital das Clínicas. Esse povo doutor me obrigou a fazer esse programa. Tomar vacinas. E o número passou de uma, para quatro. Perguntei como era aquilo. Tanta mistura no meu corpo. A enfermeira disse que misturava não. Vacina. Agia diferente. Tá. Então a mistura pode ser com cerveja? Pode. Mas se der febre, tem que tomar remédio. E o remédio não dá pra misturar com a cerveja. Eu disse que ficava com a febre e a cerveja. Juntinhos. E misturados. Com quatro buraquinhos e quatro esparadrapos, fui bater perna na Avenida Paulista. Coisa que amo. Um lugar novo foi o Mirante do Sesc de mesmo nome da avenida. Andei para cima. Para baixo. Conjunto Nacional. Cultura. Brasília tem também. Lugares com esses nomes. Conjunto Nacional. Cultura. Mas São Paulo, como diria meu irmão, São Paulo é diferente. O clima estava ameno. E mesmo quando alimentada, uma fome de tudo ao mesmo tempo agora abria meu apetite para essa cidade. Que amoodeio. Mas acho que só amo mesmo. Tudo ao mesmo tempo agora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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