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TUDO VALE A PENA

16.10.2017

Bom dia.

 

Todo dia.

 

Pode ser dito de outra forma, com mensagens diferentes.

 

Saúda o raiar de novas 24 horas e me lembra de suas possibilidades, da graça que é acordar, do bem que nos faz ter dormido.

 

Vem com palavras encorajadoras. Desafiadoras. Vem lembrando que a vida é bonita, é bonita, e é bonita.

 

Vem para abrir um lapso de tempo, claridade, no turbilhão.

 

Eu gosto.

 

Espero. Virou compromisso. Missiva virtual que abro com empenho e carinho.

 

Sinto-me cuidada.

 

Lembrada.

 

Gosto decerto por ser ele o remetente.

 

Gosto dele.

 

Sei que faz não por obrigação ou como forma de usar e abusar dos recursos da Internet.

 

Sei a intenção que coloca ali.

 

Nunca respondo da mesma forma. Usando o mesmo artifício.

 

Não sou boa para falar nem com cards.

 

Mas nunca o deixo sem resposta.

 

Bebo da sua fonte. Água da minha sede.

 

No sábado foi ainda mais especial.

 

Os desejos eram de um final de semana todo azul.

 

Como o céu do Rio de Janeiro. Estampado na foto que vinha junto.

 

Pensei em como é bom partilhar o que de bom nos acontece.

 

Eu era merecedora de um naco do que ele vivia.

 

E isso me colocava como parte daquela vivência.

 

E me fazia feliz.

 

Assim com pouco/tanto/tudo que vale.

 

No mesmo dia recebi outra imagem.

 

De uma amiga.

 

Também de céu azul.

 

Com a legenda de que retratava o agreste pernambucano. E vinha para me inspirar.

 

Dia de presentes.

 

A alegria em recebê-los me fez pensar nos suvenires das lojinhas de artesanato.

 

E na força da frase com aparência tola que exibem.

 

“Estive em tal lugar e lembrei-me de você”.

 

Tem coisa melhor e mais valorosa ainda que monetariamente custem quase nada?

 

Nos meus antigamentes elas podiam ser apenas uma plaquinha de madeira riscada com fogo.

 

Não tinham outra utilidade a não ser exprimir aquela sentença.

 

Dizem que a forma de driblarmos a morte é sermos lembrados.

 

Para além do tempo em que estivermos fisicamente presentes.

 

Antes disso, é forma de intensificar a vida.

 

Distribuir pequenas levezas.

 

Fazer abrir sorrisos em bocas ainda que distantes.

 

E justo por isso suprimir espaços.

 

Nunca vazios.

 

Hoje, como se não bastassem tantos regalos, ganhei mais um.

 

Da tela surge outra imagem e um dizer ainda mais bonito. Sobre felicidade. Sobre a vontade de dividi-la comigo.

 

Tipo de coisa que se multiplica na operação.

 

Soma.

 

Soma-se ao que precisamos extirpar para não esquecer o que é importante.

 

Diminui a desimportância que nos toma quando em vez.

 

Reduz o sofrer.

 

Esfrega na nossa cara o tamanho das miudezas.

 

Fala do quanto é miúdo querer muito mais além do que uma plaquinha de madeira.

 

Seja feita de encontro ou telefonema.

 

Tudo vale a pena se a alma não é pequena.

 

 

 

 

 

 

 

le se a alma não é pequena.

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© 2017 por Waleska Barbosa. Orgulhosamente criado com Wix.com por Mauro Siqueira.

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