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SUSTENTAR A POSITIVIDADE

06.08.2017

“Vim aqui perguntar qual a sua receita de como sustentar a positividade”.

 

Vi o questionamento.

 

Ainda poucas respostas. Deve haver muitas já.

 

Pensei em enumerar os ingredientes da minha receita.

 

Deixei para depois. Para agora.

 

Não é prato simples.

 

Não há chefs nessa área.

 

Mesmo os que se dedicam ao aprendizado - desconfio que nunca estarão prontos.

 

O pedido é de uma singeleza inspiradora.

 

Fortifica pedir ajuda.

 

Demonstrar a fragilidade que todos temos.

 

Em alguma medida.

 

Pensar em quem fez o pedido. Mulher de tantos poderes. Guerreira.  

 

Tudo já foi dito sobre ela.

 

Mas ela não é apenas isso.

 

O que sente. O que faz. Suas lutas. O que dizem.

 

Por vezes a fera esmorece.

 

Leoa sem dentes.

 

Engana-se quem supuser que perdeu a majestade.

 

É só um descanso para a massa tomar forma.

 

Encorpar.

 

Crescer.

 

Duplicar.

 

Pegar o tempero.

 

Marinar.

 

Eu tenho me ocupado muito em obter a resposta.

 

Passa por restringir o meu espaço interno.

 

O mundo é vasto.

 

E pequeno pra caramba.

 

É bão, Sebastião.

 

Buscar o que compõe o meu. Deixar os outros. Sobretudo os que machucam. Ou que inquietam para o bem. Ou para o mal.

 

Tirar o que acrescenta. Com cuidado.

 

Delicadeza.

 

Reservar alguns itens para que harmonizem ou decorem a montagem do prato.

 

Passa por autoconhecimento.

 

Paciência.

 

Movimento.

 

Primeiro passo.

 

Deixar ir.

 

Mudar para que mude o mundo.

 

Olhar para dentro.

 

Desvendar o incômodo causado pelo outro.

 

A razão.

 

De encontrar em mim espelho.

 

Lidar com o pensamento.

 

Vilão.

 

Que exige técnicas apuradas de corte.

 

Mocinho.

 

Quando em calda.

 

Ou fatia.

 

Precisar do outro.

 

Mas se bastar em alguma medida.

 

Entrar em sintonia com o belo do cotidiano.

 

Repetir esse estado de atenção até que se transforme em natural.

 

E sejam feitas pequenas viagens internas. Únicas. Graciosas. A cada olhar. A cada ouvir.

 

A cada amanhecer.

 

Se não vingar – acontece.

 

Coisas da cozinha.

 

Repetir os passos.

 

Acolher o descompasso.

 

Deitar.

 

Respirar.

 

Ouvir música.

 

Mudar a perspectiva.

 

Falar com alguém. 

 

Tomar um café.

 

Conhecer um lugarzinho novo. Mesmo que já tenha ido lá mil vezes.

 

E que ele esteja dentro de si.   

 

Saber que também isto passará.

 

“Que é da natureza” de quem faz.

 

Que só se dá o que se tem.

 

Ser para o que se nasce.

 

Mesmo que a busca nunca cesse.

 

Guardar a individualidade.

 

E buscar o coletivo.

 

Cumprir missão.

 

Propósito.

 

Mesmo que a busca nunca cesse.

 

Viver lutos.

 

Mesmo que seja por algo/alguém vivo.

 

Que se foi.

 

Passou.

 

Deixou algo para ser aprendido.

 

Aceitar.

 

Dor. Tristeza. Decepção. Fracasso. Impotência. Dissabor. Deprê.

 

Recusar.

 

Sustentar.

 

Receita contínua.

 

Variada(vel).

 

Podia ser de uma colcha de retalhos.

 

De positividade.

 

(Doce de feira.

 

Puxa.

 

Gruda no dente.

 

Vai e vem). 

 

Mas é de viver.

 

(A) cada dia.

 

Sua agonia.

 

Sua alegria.

 

 

 

 

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