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TRAÇO DO ARQUITETO

17.07.2017

Eu tinha uma missão para o final de semana.

 

Acompanhar meu cunhado e sobrinho suíços em um city tour por Brasília, aproveitando que eles teriam dois dias na cidade.

 

A missão me deixaria um tanto nervosa se eu tivesse que liderá-la. Mas fui também uma convidada para o passeio. Quem nos conduziria, dirigindo, escolhendo os lugares e falando sobre eles, era uma amiga da família.

 

Eu seria também uma turista, revendo o lugar onde moro há mais de quinze anos e me ocupando apenas em percorrer pontos já conhecidos, com o olhar renovado de um rio que nunca é o mesmo.

 

Primeira parada, a clássica Torre de TV. Esperar a fila, que ainda não era grande, mas se tornou imensa até que saíssemos de lá, andar. Entrar no elevador cheio.

 

Ouvir pedaços de conversas. Observar o olhar curioso das crianças. Sentir a emoção de quem estrearia na aventura.

 

Com o tempo a altura parece ter diminuído. A cidade também. Eu sabia de cor o que veria, mas o obvio pode ser surpreendido. O que pensamos e sentimos do alto nunca é a mesma coisa da última vez.

 

O vento frio.

 

O sol. Tentando cumprir seu papel.

 

As fotos. 

 

As explicações sobre o desenho de Brasília.

 

 O céu. Azul. Contundente. Hipnótico.

 

A Esplanada dos Ministérios.

 

O percurso diário em um domingo de pouco trânsito. Gente esparsa.

 

Catedral, Museu da República, Biblioteca Nacional. Apontar o teatro. Admirar anjos, esculturas e vitrais.

 

Entrar desavisada em exposições de artes plásticas.

 

O Congresso Nacional. O côncavo. O convexo.

 

O piquenique da família no gramado.

 

O pai escorregando em cima de um papelão. Filho no colo.

 

O passeio na praça. Dos poderes. Os três.

 

Caminhada que parecia longa. O sol já conseguia aquecer.

 

Continuar para ver ao longe os palácios. Acesso limitado. Proibido. Não há moradores. Significados e funções esvaziados.

 

Seguir pela ponte. Parar no meio do caminho para admirá-la.

 

Falar sobre o lago e sua frota de veículos. Tantos. Para tão poucos.

 

Chegar ao ponto.

 

Pontão.

 

Onde veríamos as águas próximas. Tremulando em convite para contemplação. Ao menos.

 

Passeio acabando.

 

Era pouco, afinal.

 

O bastante para entender os traços do arquiteto.

 

O sonho de Juscelino.

 

Para acordar do cotidiano e se deixar surpreender pelo que está sempre lá e pode ser renovado.

 

O olhar nosso.

 

De cada dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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