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TERTÚLIA PARA CHAMAR DE NOSSA

13.07.2017

Estava frio.

 

Falo dele e penso no calor – humano – que encontrei ao descer as escadas.

 

Não fosse isso, seria redundância observar o clima. Estamos no inverno.

 

Enfrentando a passagem de frentes frias e outros fenômenos meteorológicos.

 

Envergam, mas não nos quebram.

 

Prova disso é o fato de tantas pessoas terem acolhido o convite do Sebinho Cultura e Gastronomia para participar da Roda de Conversa: Processos Criativos da Música Brasileira.

 

Programa ideal para esquentar – sobretudo o espírito.

 

Sentar lado a lado em semicírculo. Participar da conversa. Falar e ouvir tendo como interlocutores Ruy Godinho, Eduardo Rangel e Cris Pereira.

 

Conhecer e/ou reencontrar pessoas. Rever amigos.

 

Um programa perfeito para o inverno.

 

Conversar. Em volta da fogueira.

 

Fogo feito de gente e suas histórias. Sua arte. Sua cor de pele.

 

Multiplicam-se as possibilidades de interação. Virtual.

 

O que se quer é estar junto. Ouvir vozes outras. Ouvir. Olhar nos olhos.

 

Saber das histórias alheias. Voltar a contá-las. Enriquecer o repertório.

 

Bom mesmo é ver as brasas. As labaredas. Subirem as chamas. Observar suas cores. Intensas.

 

Fazer com que nos queimem por dentro. Suscitando conexões. Desejos. Vontades.

 

Um deles, de que a roda se repita.

 

E fale de outras coisas. Também.

 

Inclua as marchas de carnaval. São tantas.

 

Linha do tempo. Da cidade. Do país. Suas necessidades.

 

Humor do que seria cômico não fosse trágico.

 

Processo criativo está por trás de tudo, pois não.

 

Do interpretar. Do cantar. Do escrever.

 

Todas as expressões artísticas são molduras.

 

Do que se vê. De como expressar o que se vê. Ampliar a visão. Emprestar os óculos.

 

Empurrá-los na cara de alguém.

 

As lentes não são únicas.

 

Vão servir para uns. Embaçar para outros. Ampliar. Diminuir. Desfocar.

 

Aquilo ali era uma tertúlia, disse Joanfi.

 

A palavra me tomou. Preencheu.

 

E o que é isso – alguém me perguntou.

 

E o que é isso – me perguntei.

 

Era aquilo ali. Lembrei a tempo.

 

Conversa. Reunião. Encontro. Calor.

 

Começaram em Paris.

 

Chegaram a Portugal. Disputadas. Muitas. Parte da história do país porque a influenciaram e moldaram.

 

A força da palavra. E do livre pensar.

 

Os cafés tinham as suas.

 

Ao tempo em que uniam, dividiam.

 

Cada um que escolhesse a sua. O que discutir. Com quem sentar lado a lado.

 

Não faltasse o que beber. Que as palavras vinham fartas.

 

Cafés. Chás. Xícaras.

 

E os assuntos efervesciam.

 

Política. Futebol. Cultura. Religião. Fofoca.

 

Troca.

 

Era o apartamento da zona sul carioca.

 

Encontro.

 

Mostra o seu. Eu mostro o meu.

 

As tertúlias ficaram perigosas. Lugar de pensamento.

 

Vigiadas. Proibidas. Censuradas.

 

Foram diminuindo.

 

Esquecendo-se.

 

Mas nunca se foram de todo. E estão voltando.

 

Por aqui, seguindo a tradição, em um café.

 

As telas isolam.

 

A gente não quer só comida.

 


Foto: Gilberto Soares

 

 

 

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