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ENTRAR NA ESTAÇÃO

14.06.2017

Muito se fala em aprender com os filhos.

 

Comumente a expressão está ligada a subjetividades e sentimentos – como o amor incondicional que muitos dizem só ter conhecido a partir da experiência da maternidade ou paternidade.

 

Eu gosto de observar o que aprendo de coisas que eu não sabia e nem sabia que a minha filha, prestes a fazer sete anos, sabia.

 

Daí também vêm desafios – como ter uma resposta que não se tem, como ter a humildade de assumir isso e propor uma pesquisa em conjunto, como receber missões e convites que, em um primeiro momento não estamos dispostos a abarcar, como fazer um mutirão para limpar a praça ou o parquinho; vender limonada aos sábados; reunir os vizinhos para plantar mudas de ervas e árvores.

 

Gosto de ficar atenta aos ensinamentos – reciclam ou aumentam os meus, instauram em mim desejos de mudança e, na maior parte das vezes, junto a isso, me surpreendem.

 

Dia desses perguntei ao vendedor do sinal se já estava na época do morango que ele oferecia.  Ele respondeu que não. Que estava próxima. Mas que aquele ali estava ótimo, bom, bonito e barato.

 

O que se seguiu foi um discurso vindo do banco de trás do carro que além de rechaçar a oferta, pregava sobre os benefícios das frutas da estação e, sobre os malefícios daquelas compradas fora do período de fertilidade da espécie.

 

E a sentença saída de uma voz aguda e infantil foi de que “daquele dia em diante” só comeríamos frutas da época.

 

Eu nunca consegui guardar a informação de qual fruta pertence a qual mês ou estação. Muitas vezes vou descobrindo pela oferta e pelo preço mais baixo. No Nordeste, é fácil saber, principalmente indo de carro de Campina Grande à João Pessoa, no verão.

 

As barracas e vendedores ambulantes nos encantam e fisgam com a fartura de manga, caju, mangaba, seriguela e cajá – logo, deduzimos que o verão é tempo delas, que fazem parte de nosso veraneio como o próprio sol ou a areia da praia.

 

Por aqui, no Planalto Central, sei que é época de morango quando anunciam os festejos de Brazlândia, maior produtora do centro-oeste. Outro bom termômetro são os mercadores das ruas. No supermercado não funciona muito porque todo tempo é tempo de tudo, justo o que se quer evitar.

 

Para desencargo de consciência busquei saber das frutas do Outono/Inverno e o resultado bateu com a observação que tenho feito das ofertas da rua. Abacate, caqui, carambola, banana, goiaba, figo, maçã, maracujá, tangerina.

 

Para quem busca e prefere os orgânicos (o que nem sempre é meu caso) é sabido que é mais rara a oferta de frutas do que de folhas e legumes.

 

Uma boa alternativa são as da época que, de todo jeito, comidas no seu melhor tempo, escapariam de artifícios que lhes prolongariam a vida, mesmo que isso as tornassem zumbis sem alma.

 

Vamos aproveitar?

 

 

 

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