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MUDARAM AS ESTAÇÕES

09.05.2017

Dentro das estações de Brasília, conhecidas por Chuva e Seca, encontramos o frio dos dias de inverno que, na verdade, acontecem no outono.

 

Adoro esses dias. Assim, durante o dia mesmo.

 

Amanhecem gelados, enevoados. Saímos bem agasalhados. Nos sentindo charmosos e devidamente preparados para o que está por vir.

 

E o que está por vir, inclui um sol bem quente. Mas em contrapartida a permanência do vento gelado.

 

Se estamos sob o sol bem quente, faz calor de verdade. Na sombra, o frio continua cortando e justificando os agasalhos do começo da manhã.

 

No final das tardes, a baixa temperatura volta com a intensidade com que começou o dia e aperta madrugada adentro.

 

Melhor dormir do que ter insônia em noites assim.

 

Melhor estar em volta da fogueira do que estar sob as lanternas de laser em noites assim.

 

Melhor estar bem acompanhado do que só em noites assim.

 

Melhor beber um vinho em noites assim.

 

Melhor estar alegre do que triste em noites assim.

 

Eu gosto desses dias porque as cores deles são diferentes. O verde é mais verde. O amarelo do sol e de tudo em que toca tem uma cor diferente. Uma luz sombreada. Um pouco nostálgica. Um pouco trêmula. Um pouco vaga. Um pouco indecisa. Mas sempre contundente.

 

As sombras parecem cobrir mais coisas, mais rápido. Não ficarmos atento e logo tudo estará sombreado e atravessado pelas lufadas de vento.

 

Melhor cuidar para não congelar em dias assim.

 

Melhor estar em grupo, sorrindo e contemplando a diferença das cores.

 

O verde mais verde. O amarelo diferente. A luz.

 

Nesses primeiros sinais que o inverno dá, atravessando-se outono adentro, a gente já sente as coisas da estação da Seca. E olha que choveu domingo mesmo. As últimas águas correram não tem muito tempo. Mas já parecem distantes. Há muito se dissiparam. Nem encharcaram o chão - e isso será cada vez mais raro – dizem os especialistas.

 

Daqui sinto a garganta trincar. A garrafinha de água já se torna companhia necessária. Mas não tem problema o esquecimento. O produto já está sendo vendido em todas as esquinas e sinais. Vai uma água aí? Ó a água mineral. Mineral? Aí, já são outros quinhentos.

 

Em toda Seca vem a notícia da água clandestina. Vendida sob nome de marca conhecida ou famosa. Mas vinda não se sabe de onde e lacrada de forma tosca, mas efetiva. Quando a garganta reclama, a agilidade das mãos anula as possibilidades de descoberta de possíveis fraudes.

 

Melhor mesmo não esquecer a garrafinha.

 

O nariz ressaca. Até sangrar. Incomoda. Para ele, é mister andar com o sorinho.

 

Mas ainda é o início da seca e esse quadro vai piorar. A ele serão acrescidos outros tantos sintomas e intercorrências, conhecidos dos moradores e filhos das cidades. Assustadores de turistas. As doenças advindas do período costumam acometer ambas as categorias. As gentes daqui, as gentes outras.

 

É que aqui, a capital, é terra de democracia.

 

 

 

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