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28.02.2017

Vinte palavras girando ao redor do sol.

 

O verso da paraibana Cátia de França começa a entoar como um mantra pelo meu quengo adentro.

 

Nos últimos dias esse número – vinte – tem sido o mote da minha rotina. Se repete como o dos repentistas que abordam insistentemente os banhistas nas praias cearenses.

 

Ou o dos emboladores de coco que, igualmente, buscam seus tostões com rimas toscas no meio da praça.

 

Tudo começou onde tem de começar um plano. Especialmente os planos que nunca serão executados: a mesa do bar.

 

A despeito da localização, aquele plano soou para mim como uma sentença. Algo decisivo como decifra-me ou devoro-te.

 

Era ali, à beira do abismo que eu precisava decidir. Ou pular. Ou cair. Ou cair durante o pulo.

 

Para mim era pior. Eu teria que caminhar passos tão largos que me fizessem passar para o outro lado, de forma certeira. Sem pulo. Sem queda. Sem precipício. Sem morte.

 

Com enfrentamento.

 

Soubesse que seria tão penoso... Não! Não desistiria.

 

Chegou mesmo a hora. Precisava ter sido encostada na parede. Precisava daquela condução implacável.

 

Um, dois, três.

 

Já tenho oito.

 

Não serve.

 

Nove, dez.

 

Já tenho doze.

 

Falei vinte.

 

E taí. O número de novo.

 

A fustigar meus olhos, minha criatividade, meus pulsos, dedos e músculos.

 

Seria necessária a produção de vinte textos, antes que o meu blog ‘Um por dia’ fosse publicado na Internet.

 

E tal imagem de desenho animado, quanto mais eu escrevia, quanto mais o número se aproximava da meta, mais o fim da linha se afastava.

 

Tenha pena de mim.

 

Dezesseis.

 

Não falo mais nada.

 

Os temas vão esfriar.

 

O que você escreve é universal, atemporal.

 

Isso me aconteceu hoje. Vai perder o timming.

 

Publica noutro lugar.

 

Você já tinha dito que podiam ser menos.

 

Controle sua ansiedade.

 

Sadismo. Não podia ser outra coisa.

 

Isso significa tanto para mim. Quer dizer que assumi a missão. Quer dizer que encontrei um lugar onde minha alma, pelo menos uma vez por dia se expande, se alegra, cai em transe, se lambuza e regozija enfiada no ato de escrever.

 

Um projeto assim precisa ter uma margem de segurança. É arriscado. Não pode falhar.

 

Quando vai ser?

 

Vai se preparando.

 

Suspiro.

 

Queria mesmo é chorar. Gritar. Descabelar.

 

Mas a lida não é brincadeira.

 

Melhor levar a sério. Não vai haver concessão. O plano não fora alterado.

 

Acreditar.

 

E escrever.

 

Faca no pescoço. Entrego os pontos. Paro de me debater.

 

Se há uma lição aqui, será apreendida.

 

Mesmo que seja como a marca de ferro no boi. À força, dolorosa.

 

Para que não se perca. Para que se entranhe. E tenha sua serventia, depois de cicatrizar.

 

Chegou a hora. Mostre seu palavreado

 

Ou então assuma seu papel de mamulengo

 

 

 

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© 2017 por Waleska Barbosa. Orgulhosamente criado com Wix.com por Mauro Siqueira.

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